Revista Marxismo Vivo – Nueva Época Português N° 9

Esta nova edição de Marxismo Vivo – Nova Época, dando continuidade às elaborações e debates programáticos, aborda dois novos temas. Por um lado, incorpora um novo Dossiê, “Tudo é História”, no qual pretendemos analisar – provavelmente de forma polêmica-, do ponto de vista marxista, os grandes acontecimentos da História. Assim, abordamos a questão da colonização espanhola e portuguesa na América Latina, um tema sobre o qual existem diferentes interpretações e que tem uma importância crucial na hora de elaborar o programa para aqueles países que em determinado momento foram colonizados pela Espanha e por Portugal e, depois de conseguir sua independência, continuam colonizados, mesmo que centralmente por outra potência.

Também neste número, abordamos, em três artigos, um tema que não tinha sido tratado em edições anteriores: “A questão negra”. Esse foi sempre um tema de grande importância para o marxismo, ainda que, lamentavelmente, a maioria das correntes de esquerda que se reivindicam marxistas, por influência do stalinismo, tenham menosprezado essa questão e, objetivamente, caíram em posições muito próximas ao racismo. De qualquer maneira, há 30 ou 40 anos, a questão negra, muito importante, estava focada em alguns países de maioria negra (particularmente do continente africano) ou na queles onde, durante muitos anos, os negros foram escravizados, como eram -e são – centralmente os casos dos Estados Unidos, do Brasil e do Haiti.

Porém, atualmente, a questão negra tem outra dimensão. Além do que já foi citado, o grande fluxo migratório das últimas décadas fez com que muitos países de composição branca se transformassem em países com forte composição negra, o que, por si só, obriganos a encontrar uma resposta a esta nova realidade. Além disso, é necessário assinalar, que estas novas camadas negras se incorporam, em seus novos países, aos setores mais explorados da classe operária, como não poderia deixar de ser sob o capitalismo.

Essa nova realidade mundial obriga os marxistas não só a deixar de lado os preconceitos stalinistas, mas também a enegrecer seu programa.

Esse é um dos objetivos desta edição.

 


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