Revista Marxismo Vivo – Português N° 6

Este número de Marxismo Vivo inicia uma nova época. Quando lançamos a revista, ela tinha uma proposta: num momento de crise e reflexão após a queda do muro de Berlim e a sucessão das revoluções do Leste, tomar a tarefa de claborar um programa revolucionário, mediante o estudo, a pesquisa e a polémica necessária para avançar no debate no campo do marxismo. Acreditamos que essa tarefa era e continua sendo necessária e urgente, porque o debate sobre a existencia ou não do imperialismo, o caráter de Cuba, da China e dos países do Leste, a validade da revolução socialista, da luta de classes e do partido revolucionário, continuam no centro da discussão dos movimentos sociais e do ativismo de esquerda gerado pelas mobilizações e processos revolucionários por todo o mundo

Para isso, a revista se dispunha a “abrir suas páginas às organizações marxistas revolucionárias, aos lutadores contra o capital e aqueles intelectuais que não se conformam apenas em ensinar, mas buscam aprender com o marxismo e a luta de classes”. Ela se vinculou desde o início à proposta de reorganização de uma Internacional revolucionária. Até aqui nossa revista era um órgão do Koorkom (Comité pela Reconstrução do Partido Operário Internacional). Mas em seu desenvolvimento, o Koorkom cumpriu uma fase de seu projeto, dando origem à fusão entre a LIT-QI e o POI da ex-URSS e deixou de existir enquanto tal.

No entanto, a revista, que surgiu com um duplo objetivo, além de ter contribuído para a fusão do POI e da LIT, também atraiu a colaboração de organizações, dirigentes e intelectuais que se colocam no campo do marxismo revolucionário. Por isso sua tarefa prossegue junto a setores que não são somente do POI ou da LIT.

Este número é particularmente representativo da continuidade dessa propos ta, pois temos a colaboração de um dirigente do PST panamenho, um artigo sobre a Colombia feito a partir de materiais do PST colombiano e um sobre a Venezuela, feito em contato com um série de grupos revolucionários. Cada um desses grupos pertencem a diferentes organizações internacionais. Saudamos em particular a colaboração nestas páginas de militantes com a trajetória de Ernesto Gonzalez, da Argentina, e de intelectuais que, não sendo membros de nenhuma dessas organizações citadas, cumprem um papel importante no campo do marxismo, como James Petras. Destacamos também a participação como colaboradores dos companheiros da International Socialist Organization (ISO) dos Estados Unidos, dos quais publicamos artigos saídos em sua revista International Socialist Reiw. A luta contra o imperialismo se dá no mundo inteiro, mas em particular é importante a batalha no coração dos EUA. Na Argentina, na Venezuela, no Oriente Médio, as revoluções colocam a necessidade premente de uma resposta política. A proposta de Marisoliro é continuar a serviço desse debate para construir um programa e a organização revolucionária mundial nesta época em que os fatos se sucedem exigindo respostas revolucionárias

 


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