Revista Marxismo Vivo – Português N°1

Por que lançar a revista Marxismo Vivo? Depois das revoluções do Leste europeu se desatou um debate entre milhares de lutadores no mundo inteiro No início era um debate restrito à organizações e os meios acadêmicos. Mas hoje esse debate penetra, profundamente, na revolução equatoriana, na insurreição de Cochabamba, nas greves sul-africanas, nas lutas dos estudantes indonésios, mexicanos…
O que está em discussão? Absolutamente tudo, tanto no terreno teórico como no politico. O caráter dos países do Leste. O papel de Cuba. O papel do imperialismo. A validade da revolução socialista, do partido, da luta de classes, da violència revolucionária…
Marxismo Vivo, continuando e aprofundando o trabalho iniciado pela Revista do Koorkom (Comitê Coordenador pela Construção de um Partido Operário Internacional), nasce para se colocar a serviço desse debate programático. Vale a pena esclarecer que as forças que integram o Koorkom participam do mesmo com uma posição determinada, que é a defesa do marxismo. Ocorre que o marxismo está sendo atacado por todos os lados, inclusive por um bom número de marxistas.
Como exemplo disso, nos últimos tempos é comum que muitos marxistas neguem a própria luta de classes, já que para eles a “cidadania” estaria por cima das próprias classes. Da mesma forma pudemos ver, num passado recente, organizações que se autodenominam marxistas fazendo furiosos discursos contra o imperialismo, “exigindo”… que invada a Iugoslávia ou o Timor.
Parafraseando a peça de Pirandello, Seis Personagens à Procura de um Autor, podemos falar de milhares de lutadores à procura de um programa. Que programa buscam? Ainda que de forma inconsciente, buscam o programa da revolução. No entanto, lamentavelmente, não se chega da noite para o dia a esse programa. Entre outras razões, porque há uma batalha feroz, não só do imperialismo, como de setores que atuam junto com esses lutadores, para impedir que isso ocorra.
Para elaborar o programa é preciso muito estudo e pesquisa, mas isso não é suficiente. É preciso também uma dura polêmica.
Para cumprir essa tarefa (estudo, pesquisa e polêmica),o Koorkom não só lança esta revista, como abre suas páginas as organizações marxistas, revolucionárias, aos lutadores contra o capital e aqueles intelectuais que não se conformam apenas em ensinar, mas buscam aprender com o marxismo e a luta de classes.